quinta-feira, 30 de junho de 2016

Estudo sobre zika pode levar Brasil a mudar protocolo de microcefalia

O Ministério da Saúde está estudando mudar o protocolo de atendimento a bebês que nascem com possíveis danos provocados pelo vírus da zika. A mudança foi motivada pelo estudo publicado nesta quarta-feira (29) na revista "The Lancet", que concluiu que 20% dos bebês que nascem com problemas relacionados à zika têm cabeça de tamanho normal.

Isso significa que somente o fato de ter um crânio menor, o que caracteriza a microcefalia, e um histórico de vermelhidão na pele durante a gestação não são suficientes para detectar quais bebês foram de fato afetados pelo vírus da zika.
Hoje, bebês com perímetro cefálico menor do que 32 cm são enquadrados como casos suspeitos de microcefalia relacionada ao vírus da zika. Mas isso pode mudar, de acordo com nota divulgada pelo Ministério da Saúde nesta quarta-feira.
Levando em conta os resultados do estudo -- que foi encomendado pelo próprio ministério -- o Brasil pode incluir outros sintomas e alterações neurológicas como critérios para triagem dos bebês, independentemente da presença de microcefalia.
“Estamos adequando nossos protocolos a esses achados para ampliar as investigações e melhorar nosso sistema de vigilância. Neste momento, o Brasil e o mundo já acumularam mais conhecimentos sobre a doença e podemos, com esse aprendizado, aprimorar o monitoramento das consequências da infecção congênita pelo vírus zika”, afirmou o coordenador-geral de Vigilância e Resposta às Emergências em Saúde Pública do Ministério da Saúde, Wanderson Oliveira, segundo nota divulgada pela pasta.

quarta-feira, 29 de junho de 2016

Aumentam os casos confirmados de zika em PE

Em uma semana, o número de casos confirmados de zika em Pernambuco mais do que quintuplicou. De acordo com o boletim divulgado pela Secretaria Estadual de Saúde (SES) nesta terça (28), o Estado já soma 120 casos da arbovirose. Nas últimas oito semanas, o número havia estacionado em 23 confirmações.

As notificações da doença também aumentaram, mas em menor proporção: atualmente, foram notificados 10.467 casos, 20 a mais do que na semana anterior. De acordo com o documento divulgado pela pasta, ainda foram feitos 272 descartes de possíveis casos da enfermidade.
De acordo com o diretor de controle de doenças e agravos da SES, George Dimeck, o aumento repentino no número de confirmações deve-se ao atraso no envio das informações pelos laboratórios responsáveis pelos exames. “A demanda é muito maior do que a capacidade de análise não só a nível estadual, mas também nacional. Muitos dos casos já foram processados pelos laboratórios, mas foram inseridos no sistema de uma única vez”, explica.
Em Pernambuco, os exames para a confirmação do vírus são feitos no Laboratório Central de Saúde Pública de Pernambuco (Lacen) e no Centro de Pesquisas Aggeu Magalhães. O Instituto Evandro Chagas, no Pará, também é responsável pela confirmação de casos. “Cada um desses laboratórios é responsável por um tipo específico de análise e, por isso, o número maior de casos em relação à semana passada foi confirmado em pacientes gestantes, crianças ou até mesmo em pessoas fora do grupo de risco”, comenta Dimeck.


segunda-feira, 27 de junho de 2016

Busca por pilulas abortivas dobrou no Brasil após surto de zika

Temendo as possíveis consequências do vírus zika em seus fetos, como a microcefalia, gestantes da América Latina estão procurando com mais frequência pílulas abortivas disponibilizadas pela internet por uma agência de assistência internacional sem fins lucrativos, revelou um novo estudo. De acordo com a pesquisa, a busca pelo medicamento se tornou duas vezes maior no Brasil.

Publicado nesta quarta-feira como uma carta no periódico científico "New England Journal of Medicine", o estudo é o primeiro a medir a reação das mulheres grávidas aos alertas do zika em nações onde o aborto é limitado ou proibido. Detectado pela primeira vez no Brasil no ano passado, o surto atual de zika foi ligado a mais de 1.600 casos de microcefalia, uma má-formação craniana.
No momento em que o vírus se dissemina pela América Latina, vários países, como El Salvador, vêm aconselhando as mulheres a evitar uma gravidez, mesmo que seu acesso a métodos contraceptivos ou ao aborto seja restrito. Recentemente, a Organização Mundial da Saúde (OMS) também advertiu casais que moram em áreas com transmissão a cogitarem adiar gestações.
- Quando você emite esse tipo de conselho, mas não os relaciona com caminhos para cuidados seguros e legais, cria uma situação realmente difícil para as mulheres - disse a doutora Abigail Aiken, co-autora do estudo e especialista em saúde reprodutiva da Universidade do Texas, em Austin.
Abigail e seus colegas analisaram solicitações de aborto do grupo Women on Web, organização sem fins lucrativos que proporciona acesso aos medicamentos abortivos mifepristona e misoprostol, além de consultas online para mulheres de países onde o aborto legal é limitado. O grupo oferece as pílulas nas 10 primeiras semanas de gravidez para induzir abortos.


Os pesquisadores compararam os pedidos de aborto feitos depois de 17 de novembro de 2015, quando a região foi alertada sobre o risco em potencial de defeitos de nascença decorrentes do Zika, com pedidos já esperados deste mesmo grupo baseados em cinco anos de dados anteriores. Eles descobriram aumentos significativos em sete de oito países onde o zika está circulando.

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