terça-feira, 28 de agosto de 2012

Dengue ataca coração de paciente, revela pesquisa

Estudo inédito de pesquisadora de Ribeirão mostra que vírus causou miocardite em mulher de 29 anos morta em 2011

Um estudo feito em Ribeirão Preto mostra que uma mulher de 29 anos morreu no ano passado após o vírus da dengue atacar o coração dela. A doença evoluiu para miocardite [inflamação do miocárdio], que ocasionou uma parada cardíaca na mulher, que não teve o nome divulgado. O caso é o primeiro relatado no Brasil.
A descoberta faz parte da pesquisa realizada pela professora do curso de emergência e cirurgia vascular Rosemary Furlan Daniel, da Unaerp, juntamente com o diretor do curso de medicina da universidade, Reinaldo Bestetti.
"A paciente teve uma evolução muito rápida. Para esse tipo de agravamento [miocardite], existem relatos de casos principalmente na Tailândia e na Índia, mas foram em crianças e provocados pelo tipo três do vírus da dengue e não pelo tipo um, como vimos em Ribeirão Preto", conta a pesquisadora.
Rosemary explica que a pesquisa tinha o objetivo de avaliar os casos de óbitos pela doença para observar quais eram as manifestações clínicas da dengue nos organismos. Com o aval da Secretaria Municipal da Saúde, a pesquisadora teve acesso aos prontuários médicos levantados dos 12 casos de morte por dengue em 2011.
Durante a epidemia do ano passado, a UBDS Castelo Branco era referência para o atendimento, realização dos exames e acompanhamento dos casos da doença.
A professora conta que a descoberta do caso foi um choque, porque a paciente não tomava nenhum medicamento, não tinha histórico de nenhuma doença cardiovascular e apresentou o primeiro sintoma da dengue em um domingo e na quarta-feira precisou ser internada, vindo a óbito por hipotensão acentuada, com parada cardíaca.

Outras complicações

De acordo com a pesquisadora de Ribeirão, a dengue pode evoluir para casos de encefalite, que resultam na meningite, mas são casos raros.
O estudo já foi aprovado para publicação na revista Europeia Journal Clinical Biology Virology e deve ser divulgado até o fim do ano.

 FONTE: Jornal A Cidade

segunda-feira, 27 de agosto de 2012

Carteiros viram aliados no combate à dengue


Após de 16 mortes por dengue confirmadas este ano, os carteiros de Pernambuco entraram no combate à doença. Desde esta quarta (22), os profissionais levam junto com as cartas um panfleto com orientações para evitar a proliferação do mosquito transmissor da doença.

A parceria firmada entre os Correios e a Secretaria Estadual de Saúde vai funcionar até o dia 6 de setembro, pouco antes da abertura do verão. Na capital pernambucana, 80% dos focos de dengue são encontrados pela prefeitura dentro das residências.

A campanha, intitulada Em nossa casa a dengue não entra, pretende visitar 1,5 milhão de residências, sendo um terço no Recife. A campanha acontece em três polos do Estado: Recife, Caruaru, no Agreste, e Petrolina, Sertão pernambucano.

Mais informações sobre os cuidados para evitar a propagação do mosquito, no município  de Jaboatão dos Guararapes, podem ser conseguidas através do email: denguejaboatao@gmail.com; e pelo telefone: 81 3379-5784.

Fonte: jconline.ne10.com.br

sexta-feira, 3 de agosto de 2012

Jaboatão capacita agentes de combate a endemias


O mosquito transmissor da dengue não descansa nenhum minuto. Diante disso, a população deve estar sempre atenta para evitar a proliferação do Aedes Aegypti.  A Prefeitura de Jaboatão dos Guararapes, que também está em alerta, promoveu uma Capacitação e Atualização em Controle Vetorial da Dengue para os agentes de combate a endemias do município. O curso se iniciou na última segunda-feira (30/07) e terminou nesta quinta (02/08).  
De acordo com Fabianni Meneses, gerente de Vigilância de Saúde de Jaboatão dos Guararapes, esses agentes são grandes aliados para o combate ao mosquito. “São eles que fazem a visitação domiciliar, ou seja, são esses agentes que estão diariamente em contato com a população, tirando dúvidas, dando as orientações necessárias e até fazendo encaminhamentos”, afirmou a Fabianni. 
Ainda de acordo com a Gerência de Vigilância de Saúde, cerca de 250 agentes receberam a capacitação. Para Niedja Montenegro, agente de combate a endemias, o encontro foi enriquecedor. “Tiramos muitas dúvidas. Valeu muito essa parada para esse tipo de capacitações. Foi excelente”, destacou a agente. 
Dentre os conteúdos trabalhados pela palestrante Éllyda Vanessa Gomes, bióloga responsável pelo Controle Vetorial no município, estão o perfil epidemiológico e entomológico do município; noções básicas de epidemiologia; biologia e ecologia do vetor; diretrizes básicas para o controle vetorial; estrutura das ações de controle vetorial; levantamento de índice para o controle vetorial; e indicadores entomológicos e sua interpretação. 
 A capacitação aconteceu em dois locais: no auditório da Regional Curado (3) e no auditório da sede da Prefeitura, em Prazeres.

Reprodução: PORTAL DA PREFEITURA DO JABOATÃO DOS GUARARAPES

quarta-feira, 1 de agosto de 2012

USP pesquisa radiação para combater dengue

Pesquisadores do Cena (Centro de Energia Nuclear na Agricultura) da USP (Universidade de São Paulo), em Piracicaba, desenvolvem uma técnica que pode trazer bons resultados para o combate à dengue. Por meio de radiação, eles tornam o mosquito transmissor do vírus da doença, o Aedes aegypti, estéril.

Em parceria com a empresa Bioagri, que fica em Charqueada (SP), os pesquisadores jogam radiação na pupa, como é chamada a fase jovem do inseto, tornando o macho estéril. Com uma baixa dosagem de radiação gama, que tem como fonte o Cobalto 60, o inseto macho fica incapaz de fecundar a fêmea. “O macho copula com a fêmea 'normal' e ela põe os ovos, mas esses ovos não eclodem”, explica o coordenador da pesquisa, professor Valter Arthur.

Ao liberar massivamente os mosquitos estéreis (produzidos em laboratório) na natureza, de preferência em localidades onde a infestação é maior, os pesquisadores esperam reduzir a quantidade de machos com capacidade de copular, assim eles entrariam em competição. “A ideia é diminuir a probabilidade do macho normal cruzar com a fêmea normal”, disse.

Segundo Valter, a radiação no Aedes aegypti ainda tem a vantagem de se tratar de um método limpo, ao contrário de técnicas nocivas ao meio ambiente, como o uso indiscriminado de inseticidas.

Na primeira fase do estudo, concluída em três meses, os pesquisadores conseguiram determinar o nível de radiação para impedir a proliferação do mosquito. O próximo passo será o 'teste de compatibilidade', quando tentarão o cruzamento dos insetos. “Não adianta você liberar o inseto estéril e ele não procurar a fêmea ou a fêmea não aceitar o inseto estéril”, explica. A expectativa de Valter é que toda a pesquisa seja concluída em aproximadamente dois anos. Ele destaca que há mais de 30 anos são feitos estudos com radiação em insetos.

O pesquisador esclarece, porém, que a técnica não será capaz de erradicar totalmente a transmissão da doença, “apenas diminuir a um nível que não seja tão epidêmico.” Por isso, ele alerta que a prevenção à dengue deverá ser mantida. A população, segundo ele, deverá continuar eliminando os criadouros do mosquito, formados em água parada em vasos, garrafas, pneus, caixas d'água, calhas, entre outros.

Levantamento mais recente do Ministério da Saúde aponta 472.973 casos confirmados da doença de janeiro ao dia 4 de julho no país. No período, foram registradas 154 mortes.

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