quarta-feira, 22 de setembro de 2010

VACINA CONTRA A DENGUE: UMA REALIDADE PRÓXIMA DE NÓS!

Brasil mais perto de criar primeira vacina contra os quatro sorotipos da dengue
Uma nova técnica de engenharia genética, que cria vírus quiméricos (vírus atenuados e modificados geneticamente), pode tornar realidade a tão aguardada vacina contra a dengue, ainda sem uma data definida para chegar ao mercado. Pela primeira vez, o laboratório que desenvolve o imunizante em fase mais adiantada de testes, o Sanofi Pasteur, mostrou detalhes da tecnologia que, pelo menos até agora, se mostrou capaz de proteger contra os quatro sorotipos da dengue, sem causar a doença. A chamada tecnologia recombinante une o maquinário responsável pela reprodução do vírus da febre amarela - mais estável e conhecido do que o da dengue - e um trecho do DNA do vírus da dengue que codifica a membrana externa do vírus, responsável por provocar a resposta imunológica. O resultado é um vírus vivo atenuado que não é nem o da febre amarela nem o da dengue, mas capaz de cumprir sua função: proteger o organismo contra a dengue.

"Esse processo é feito individualmente, com os quatro sorotipos. A vacina tetravalente traz esses quatro sorotipos quiméricos e conseguiu uma resposta imunológica boa e equilibrada contra todos eles. Isso foi muito bom porque as demais vacinas que vinham sendo desenvolvidas apresentavam boa resposta para dois ou três sorotipos, mas para um nunca era bom. Isso não aconteceu com a vacina da Sanofi", explica Fernando Noriega, vice-presidente associado de desenvolvimento clínico da Sanofi Pasteur para a América Latina.

No Brasil, os testes de fase dois - para avaliar a produção de anticorpos e a segurança do imunizante - começaram no fim de agosto, mas as pesquisas já estão mais adiantadas na Tailândia, onde os sorotipos do vírus são mais agressivos. Os resultados do primeiro estudo de eficácia (fase IIb), com quatro mil crianças tailandesas de 4 a 11 anos de idade, estarão prontos em 2012. O imunizante também vem sendo testado nos Estados Unidos, Austrália, México, Porto Rico, Honduras, Colômbia, Peru e em países da Ásia.

A pesquisa que vem sendo conduzida em Vitória, no Espírito Santo, pelo Núcleo de Doenças Infecciosas da Universidade Federal do Espírito Santo (Ufes), prevê incluir 150 pessoas, entre crianças e adolescentes sadios com idades entre 9 e 16 anos.

Da Agência O Globo

terça-feira, 7 de setembro de 2010

PERNAMBUCO TÊM ALTO RISCO DE SOFRER EPIDEMIA DE DENGUE

Segundo materia publicada no Jornal Folha de Pernambuco o Estado de Pernambuco têm alto risco de sofrer epidemia de dengue, leiam matéria na íntegra.

"JÚLIA VERAS
Pernambuco está entre um grupo de dez estados brasileiros que, segundo o Minis­tério da Saúde, correm risco muito alto de enfrentar uma epidemia de dengue nos próximos meses. A afirmação foi feita pelo Ministério com base em uma ferramenta chamada de “Risco Dengue”, que utiliza cinco critérios básicos, sendo três do setor de saúde (incidência de casos nos anos anteriores, índices de infestação pelo mosquito Aedes aegypti e tipos de vírus da dengue em circulação); um ambiental (cobertura de abastecimento de água, rede coletora de esgoto e coleta de lixo); e um demográfico (densidade populacional).

No caso de Pernambuco, a incidência nos anos anteriores na Região Metropo­litana do Recife (RMR) rendeu quatro pontos; o índice de infestação, mais quatro; condições do esgotamento e coleta de lixo, quatro pontos; densidade populacional, dois pontos e a circulação do sorotipo, seis pontos. O total foi de 20 pontos, limite inicial para o risco muito alto. Segundo dados fornecidos pela Secretaria de Saúde do Estado (SES), desde janeiro, foram notificados 41.908 casos de dengue, distribuídos em 173 municípios pernambucanos, sendo 11.495 confirmados. Em comparação ao ano passado, os números representam um aumento de 541,19% de notificações.

Segundo a diretora geral de Controle de Doenças e Agravos da SES, Jacyra Ferreira, um dos motivos para esta colocação do Estado seria a circulação por aqui do vírus tipo 1, para o qual os pernambucanos ainda não têm anticorpos. “Em relação a esses novos dados, vamos procurar ‘sentar’ com os municípios, identificando o perfil de cada localidade e intensificando as ações de combate. Mas, para isso, também vamos precisar da ajuda da população, já que 70% dos focos do mosquito estão nos domicílios, por isso, pedimos que todos tomem cuidado com a água parada”, argumentou.

Ainda de acordo com as informações repassadas pelo Ministério da Saúde, a nova metodologia reforçaria o caráter intersetorial do controle da dengue e permitirá aos gestores locais de Saúde intensificar as diversas ações de prevenção nas áreas de maior risco. Ques­tionado sobre a possibilidade do desenvolvimento políticas públicas de combate à doença por meio das informações obtidas pela ferramenta, o Ministério informou que as ações de controle da dengue são permanentes em todas as três esferas do SUS, municipal, estadual e federal.

São feitos repasses trimestrais de recursos para ações de Vigilância em Saú­de para os estados e municípios. Este recurso não é exclusivo para dengue e os gestores locais têm autonomia para decidir que porcentagem será aplicada em ações específicas dessa doença, conforme a realidade local. Para o ano de 2010, a previsão de recursos para a Vigilância em Saúde é de R$ 1,02 bilhão para todo o País.

Cabe ainda ao Ministério a aquisição e repasse de insumos como inseticidas, larvicidas e kits diagnósticos, equipamentos, no caso, nebulizadores costais e máquinas de fumacê, além dos veículos e medicamentos. Também cabe ao Ministério prestar assessorias técnicas e fazer capacitações estaduais, além de auxiliar e supervisionar a elaboração dos planos de contingência locais para dengue.

Saiba mais

Segundo os dados mais recentes da SES, em 2010 houve 257 pacientes que apresentaram sintomas suspeitos de dengue hemorrágica. Desses, 59 casos foram confirmados. No ano passado, até agosto, 20 doentes estiveram com suspeita de ter contraído essa forma mais agressiva da doença, com a confirmação de cinco casos. Até o momento, foram confirmados cinco óbitos por dengue, no Estado. Outros 38 estão em investigação. Dos óbitos confirmados, quatro foram registrados em Recife e um em Olinda. No mesmo período do ano passado, a Secretaria notificou 6.536 casos da doença. No total, 1.406 foram confirmados. Neste mesmo período, não foi registrado nenhum óbito em Pernambuco. "

segunda-feira, 6 de setembro de 2010

NOVA FERRAMENTA PARA AVALIAR RISCO DE EPIDEMIAS DE DENGUE

Leiam na íntegra a notícia divulgada no www.saude.gov.br/svs:
"01/09/2010 , às 16h49

Ministério da Saúde lança ferramenta para avaliar risco de epidemias de dengue


Risco Dengue leva em conta cinco indicadores, com enfoque intersetorial. Intensificação das ações de prevenção deve ser imediata


O Ministério da Saúde elaborou uma nova ferramenta para avaliar o risco de epidemias de dengue nos estados e municípios brasileiros e orientar ações imediatas para evitar que elas se tornem realidade. Batizada de “Risco Dengue”, ela utiliza cinco critérios básicos: três do setor Saúde – incidência de casos nos anos anteriores, índices de infestação pelo mosquito Aedes aegypti e tipos de vírus da dengue em circulação; um ambiental – cobertura de abastecimento de água e coleta de lixo; e um demográfico – densidade populacional. A nova metodologia reforça o caráter intersetorial do controle da dengue e permite aos gestores locais de Saúde intensificar as diversas ações de prevenção nas áreas de maior risco.

O Risco Dengue parte de dados já disponíveis nos municípios e estados e define ações a serem realizadas por todas as esferas de gestão do Sistema Único de Saúde (SUS). Para os 26 estados e o Distrito Federal, o risco de epidemia aumenta em municípios de maior porte e regiões metropolitanas que não tenham enfrentado epidemia recentemente nem tenham alta circulação do sorotipo viral predominante no país. Ausência ou deficiência dos serviços de coleta de lixo e abastecimento de água, além do índice de infestação pelo mosquito transmissor, também são indicadores importantes de risco para dengue.

Com base no cruzamento destes dados, o Ministério da Saúde alerta que, para o verão de 2010/2011, dez estados brasileiros têm risco muito alto de enfrentar epidemia de dengue, nove estados têm risco alto e cinco estados mais o Distrito Federal têm risco moderado (veja mapa). O Ministério ressalta que este mapa não considera uma eventual dispersão do vírus DEN-4 no país. O sorotipo foi identificado em Roraima no mês de agosto, após 28 anos sem circulação no Brasil. O Ministério alertou todas as unidades da Federação para intensificar o monitoramento viral e, até o momento, não há evidência deste vírus fora do estado de Roraima.

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