quinta-feira, 22 de outubro de 2015

Dengue assola países asiáticos e hospitais sofrem com superlotação

Milhares de asiáticos vêm sendo atingidos pela dengue nos últimos meses, pressionando o sistema de saúde e enfatizando a necessidade de uma estratégia de longo prazo para combater a doença potencialmente mortal.
Filipinas, Mianmar, Malásia, Taiwan, Tailândia e Vietnã estão entre os países que testemunharam aumentos significativos na doença transmitida por mosquitos, e Nova Délhi, capital da Índia, sofre com o pior surto de dengue em quase 20 anos.
Os hospitais estão lotados de milhares de pessoas com sintomas como febre alta, vômitos e dores nas articulações em busca de tratamento, disseram especialistas em saúde.
A dengue é a doença tropical que se espalha mais rapidamente no mundo, de acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS).
“Epidemias como os atuais casos de dengue têm um impacto significativo nos sistemas de saúde”, afirmou Martin Hibberd, professor de doenças infecciosas emergentes da London School of Hygiene and Tropical Medicine.
“Estes pacientes estão gravemente doentes, com sintomas intensos, e precisam ser tratados rapidamente para evitar complicações”.


Recorde de morte no Brasil

No Brasil, nos oito primeiros meses do ano, o número de mortes causadas pela dengue foi de 693 e já constitui o maior índice anual desde que a doença começou a ser monitorada em detalhes, em 1990. O recorde anterior havia sido atingido em 2013, com 674 mortes.
Ao todo, foram registrados 1.416.179 casos prováveis de dengue no país (casos notificados com exceção dos descartados) até 29 de agosto no país. A incidência média da doença até agora para 2015 no país é de 699 casos por 100 mil habitantes.

terça-feira, 13 de outubro de 2015

Prevenção

A ação mais simples para prevenção da dengue é evitar o mosquito, já que não existem vacinas ou medicamentos que combatam a contaminação. Para isso, é preciso eliminar os lugares que eles escolhem para a reprodução.
A regra básica é não deixar a água, principalmente limpa, parada em qualquer tipo de recipiente. Como a proliferação do mosquito da dengue é rápida, além das iniciativas governamentais, é importantíssimo que a população também colabore para interromper o ciclo de transmissão e contaminação. 

Então, a dica é manter recipientes, como caixas d’água, barris, tambores tanques e cisternas, devidamente fechados. E não deixar água parada em locais como: vidros, potes, pratos e vasos de plantas ou flores, garrafas, latas, pneus, panelas, calhas de telhados, bandejas, bacias, drenos de escoamento, canaletas, blocos de cimento, urnas de cemitério, folhas de plantas, tocos e bambus, buracos de árvores, além de outros locais em que a água da chuva é coletada ou armazenada.
É bom lembrar que o ovo do mosquito da dengue pode sobreviver até 450 dias, mesmo se o local onde foi depositado o ovo estiver seco. Caso a área receba água novamente, o ovo ficará ativo e pode atingir a fase adulta em um espaço de tempo entre 2 e 3 dias. Por isso é importante eliminar água e lavar os recipientes com água e sabão.
 
"Ou você mata o mosquito, ou o mosquito mata você".

Bromélias são imunes ao mosquito da dengue

As bromélias, plantas ornamentais resistentes e belas, têm a má fama de atrair o mosquito da dengue por reter água no meio de suas folhas. Muitas pessoas exterminavam-nas de seus jardins com medo da doença, que pode ser fatal. 
Porém, segundo especialistas, a informação está errada e elas estão livres de culpa. 
Existem 3,2 mil espécies de bromélias, com cerca de 43% nativas do Brasil. Algumas delas não acumulam água. Mas mesmo as que retém o líquido não são ambientes favoráveis para o Aedes aegypti, já que o que fica no tanque formado pelas folhas é um suco biológico que não é um ambiente favorável para a reprodução do inseto.
Então está liberado o cultivo das bromélias no seu jardim! 

segunda-feira, 21 de setembro de 2015

Calor deixa o mosquito da dengue mais 'acelerado', aponta pesquisa

O calor altera o comportamento do mosquito da dengue, revela pesquisa da Unicamp. As altas temperaturas deixam o Aedes Aegypti mais "acelerado", ele pica mais pessoas e bota maior número de ovos. Além disso, a replicação do vírus também é mais rápida.
No entanto, as pessoas também mudam de comportamento com o calor. Elas usam menos roupas e com isso, ficam mais expostas ao mosquito.

Saiba Mais

Aedes do Bem



Três meses após a soltura do mosquito Aedes Aegypti transgênico, que não pica e nem transmite a dengue, os primeiros testes apontaram que a cada 100 larvas coletadas no bairro Cecap, com maior incidência da doença em Piracicaba (SP), 70 são ovos com genes produzidos em laboratórios, chamados de Aedes do Bem. Os dados foram divulgados no dia 21 de julho pela Prefeitura e Oxitec, empresa responsável pelo projeto. No entanto, os resultados efetivos da redução dos mosquitos transmissores só serão divulgados a partir de outubro.
Desde abril, foram lançados cerca de 8 milhões de insetos transgênicos no bairro Cecap. A liberação dos mosquitos na região deverá ocorrer até março de 2016, segundo a Prefeitura. Através da coleta, é possível saber que 70% das larvas são de Aedes do Bem e morrerão antes de chegar até a fase adulta, mas a administração e a empresa ainda não têm o resultado do número de transmissores que serão eliminados no bairro.
Os técnicos da Oxitec instalaram 20 armadilhas em casas do bairro e, por meio delas, é possível identificar a taxa de cópula. A estratégia consiste em deixar um pote com água e uma paleta, de onde os ovos são coletados para análise, para saber como anda a proporção dos mosquitos modificados e os selvagens. Há ainda outras 95 armadilhas distribuídas no bairro para recolher os ovos.


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Nosso objetivo é que você esclareça todas as suas dúvidas sobre a dengue. Esperamos também a sua colaboração na luta contra o mosquito.