quarta-feira, 14 de setembro de 2016

Primeira vacina contra a dengue começa a ser comercializada no México

O laboratório farmacêutico Sanofi Pasteur anunciou neste sábado (10) o lançamento no México da primeira vacina desenvolvida no mundo contra a dengue, cuja comercialização por enquanto só está disponível para as instituições de saúde privadas do país.





"Com a vacina se procura diminuir significativamente a carga médica desta doença, assim como reduzir a frequência e intensidade dos surtos e suas consequências", informou a empresa farmacêutica francesa em comunicado.
No Brasil, a vacina já está disponível em clínicas privadas desde o fim de julho. O estado do Paraná também disponibilizou o produto gratuitamente, pelo SUS.
O virólogo José Ramos disse que, de acordo com o assinalado pela Organização Mundial da Saúde (OMS) e a Organização Pan-Americana da Saúde (OPAS), o número de casos de dengue no México cresceu 9% nos últimos 20 anos.
"Estes dados evidenciam um problema de saúde que ultrapassa o âmbito puramente da saúde, já que afeta o turismo nas regiões onde aparece a doença, assim como seu controle e tratamento", afirmou Ramos.


Fontes da Sanofi Pasteur afirmaram à Agência Efe que, por enquanto, não há uma data definida para integrar a vacina nas instituições de saúde públicas do país.
Segundo os boletins da Secretaria de Saúde do México, durante 2015 houve 27.178 casos de dengue confirmados no país, e 42 mortes associadas a esta doença.
No lançamento da vacina na cidade de Mérida, no sudeste do país, a diretora médica da Sanofi Pasteur México, Patricia Cervantes, lembrou que este avanço vem "depois de vinte anos de pesquisa e desenvolvimento".
Em dezembro passado, a Comissão Federal para a Proteção contra Riscos Sanitários do México aprovou a comercialização da vacina contra a dengue após credenciar sua qualidade, segurança e eficácia terapêutica em um protocolo global no qual participaram mais de 40 mil pacientes.
Até o momento, a vacina também foi aprovada em El Salvador, Costa Rica e Filipinas, além do Brasil.

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quinta-feira, 30 de junho de 2016

Estudo sobre zika pode levar Brasil a mudar protocolo de microcefalia

O Ministério da Saúde está estudando mudar o protocolo de atendimento a bebês que nascem com possíveis danos provocados pelo vírus da zika. A mudança foi motivada pelo estudo publicado nesta quarta-feira (29) na revista "The Lancet", que concluiu que 20% dos bebês que nascem com problemas relacionados à zika têm cabeça de tamanho normal.

Isso significa que somente o fato de ter um crânio menor, o que caracteriza a microcefalia, e um histórico de vermelhidão na pele durante a gestação não são suficientes para detectar quais bebês foram de fato afetados pelo vírus da zika.
Hoje, bebês com perímetro cefálico menor do que 32 cm são enquadrados como casos suspeitos de microcefalia relacionada ao vírus da zika. Mas isso pode mudar, de acordo com nota divulgada pelo Ministério da Saúde nesta quarta-feira.
Levando em conta os resultados do estudo -- que foi encomendado pelo próprio ministério -- o Brasil pode incluir outros sintomas e alterações neurológicas como critérios para triagem dos bebês, independentemente da presença de microcefalia.
“Estamos adequando nossos protocolos a esses achados para ampliar as investigações e melhorar nosso sistema de vigilância. Neste momento, o Brasil e o mundo já acumularam mais conhecimentos sobre a doença e podemos, com esse aprendizado, aprimorar o monitoramento das consequências da infecção congênita pelo vírus zika”, afirmou o coordenador-geral de Vigilância e Resposta às Emergências em Saúde Pública do Ministério da Saúde, Wanderson Oliveira, segundo nota divulgada pela pasta.

quarta-feira, 29 de junho de 2016

Aumentam os casos confirmados de zika em PE

Em uma semana, o número de casos confirmados de zika em Pernambuco mais do que quintuplicou. De acordo com o boletim divulgado pela Secretaria Estadual de Saúde (SES) nesta terça (28), o Estado já soma 120 casos da arbovirose. Nas últimas oito semanas, o número havia estacionado em 23 confirmações.

As notificações da doença também aumentaram, mas em menor proporção: atualmente, foram notificados 10.467 casos, 20 a mais do que na semana anterior. De acordo com o documento divulgado pela pasta, ainda foram feitos 272 descartes de possíveis casos da enfermidade.
De acordo com o diretor de controle de doenças e agravos da SES, George Dimeck, o aumento repentino no número de confirmações deve-se ao atraso no envio das informações pelos laboratórios responsáveis pelos exames. “A demanda é muito maior do que a capacidade de análise não só a nível estadual, mas também nacional. Muitos dos casos já foram processados pelos laboratórios, mas foram inseridos no sistema de uma única vez”, explica.
Em Pernambuco, os exames para a confirmação do vírus são feitos no Laboratório Central de Saúde Pública de Pernambuco (Lacen) e no Centro de Pesquisas Aggeu Magalhães. O Instituto Evandro Chagas, no Pará, também é responsável pela confirmação de casos. “Cada um desses laboratórios é responsável por um tipo específico de análise e, por isso, o número maior de casos em relação à semana passada foi confirmado em pacientes gestantes, crianças ou até mesmo em pessoas fora do grupo de risco”, comenta Dimeck.


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